Logomarca

Últimas notícias

São Gabriel, 21/11/2019

Patrimônio cultural, histórico e arquitetônico

Nos prédios que constituem o patrimônio arquitetônico predomina o estilo eclético, sendo que alguns possuem porões, também chamados “casa do cachorro”, o que só existe nesta região da fronteira oeste.

O território que, hoje, constitui o município de São Gabriel foi estância missioneira e guarda alguns vestígios desta época como:

A Capela

Datada de 1687, localizada na estância do Batovi que assinala o local do posto avançado da estância missioneira de São Miguel.

O Mastro

Localizado no distrito de Tiarajú. Nos seus deslocamentos desde os Sete Povos até a Colônia do Sacramento, os guaranis guiavam-se pelos acidentes geográficos e teriam colocado um mastro muito alto na região devido à ausência destes indicadores. Após encontra-lo, buscavam o cerro do Batovi, depois Santa Tecla, até seu destino. Mais tarde, os moradores da região conservaram o indicador e denominaram a região, situada quase na divisa com Dilermano de Aguiar, de "Pau Fincado".

Sepé Tiaraju

Com a assinatura, pelos governos espanhol e português, do Tratado de Madrid que passava o território ocupado pelas missões jesuíticas para o domínio português e a Colônia do Sacramento para o espanhol, os índios guaranis se rebelaram e passaram a atacar os encarregados da demarcação da nova linha fronteiriça. Os exércitos português e espanhol uniram-se para enfrentar os índios que utilizavam a tática de guerrilha para retardar o avanço das tropas. Num destes ataques, segundo o General Ptolomeu Assis Brasil, às margens da Sanga da Bica, hoje, centro da cidade de São Gabriel, foi morto o Corregedor de São Miguel Arcanjo, o cacique José Tiarajú, o Sepé, no dia 07 de fevereiro de 1756.

Batalha de Caiboaté

O local da batalha de Caiboaté, situado no distrito de Tiarajú, localidade de Caiboaté Grande. Os índios guaranis habitantes dos Sete Povos, comandados pelo cacique Nicolau Nenguiru, enfrentaram as forças luso-espanholas na Coxilha do Caiboaté, no dia 10 de fevereiro de 1756 e foram dizimados. No local, situado a 20 km da cidade, existe um monumento de forma piramidal, construído de pedras. Existe, também uma cruz de cimento que substituiu a cruz original de madeira aí colocada no dia 07 de março de 1756 pelo Padre Miguel Mayrá quando veio sepultar os mortos.

Batalha do Cerro do Ouro

Localizada no distrito do Cerro do Ouro. Também conhecida como Combate do Salso por ter ocorrido às margens do Arroio do Salso, aconteceu em agosto de 1893 durante a Revolução chefiada por Gaspar Silveira Martins e Gumercindo Saraiva contra o governo de Júlio de Castilhos, constituindo-se num dos mais sangrentos combates desta revolução. No alto da coxilha existe um monumento constituído de um obelisco de cimento armado e, na parte de baixo, existem doze postes de cimento armado, interligados por grossas correntes de ferro, guardando um quadrado onde estão sepultados mais de 200 combatentes mortos nesse sangrento combate.

Capela Vila Espanhola

Os alicerces da Capela Vila Espanhola São Gabriel do Batovi, no distrito do Batovi. O Tratado de Santo Ildefonso cortava o Cerro do Batovi ao meio e, quando os espanhóis decidiram povoar a linha fronteiriça, Félix Francisco José Pedro de Azara Pereira, Dom Félix de Azara, no dia 02 de novembro de 1800, deu por fundada a povoação:

Após ouvir de todos os ditames que foram unânimes, conformei-me e elegi o sítio que ocupava a mesma guarda de Batovi, para estabelecer a primeira povoação que denominei Vila do Batovi, dando-lhe por padroeiro o Arcanjo São Gabriel, por ter sido o decreto assinado pelo senhor Vice-Rei, na data que antecede o dia em que a nossa Santa Madre Igreja celebra a festividade deste glorioso Arcanjo e porque dito o Exmo. Senhor se chama Gabriel.

Arcanjo Gabriel

A imagem do Arcanjo Gabriel que se encontra acima da escadaria no prédio da Prefeitura Municipal. Em junho de 1801, quando chegou ao Rio Grande a declaração de guerra entre Espanha e Portugal, as tropas portuguesas mobilizaram-se para destruírem os postos de guarda espanhóis visando ampliar os domínios portugueses. No dia 29 de julho a vila de São Gabriel do Batovi foi ocupada e incendiada. Somente a imagem do Arcanjo São Gabriel, esculpida em Buenos Aires por ordem do Vice-Rei do Rio da Prata, Dom Gabriel Del Avilés e de Fierro, escapou da destruição, sendo retirada do interior da capela pelo capitão Antonio Adolfo Xarão.

Igreja do galo

A Igreja do Rosário e Bom Fim, situada na rua Andrade Neves, construída em 1817, mais conhecida como “Igreja do Galo”, por ter encimando a abóbada da cobertura um galo de bronze, possivelmente de origem missioneira é o mais antigo prédio de alvenaria da cidade e foi a matriz dos primeiros habitantes da Capela Curada, da Freguesia, Vila e depois, cidade de São Gabriel. Vítima de atos criminosos, como o roubo do galo de bronze e da derrubada das paredes por tratores, além do abandono e das intempéries do tempo, resiste ainda hoje, graças à robustez de sua construção em estilo espanhol que mistura pedra e tijolo, o que lhe confere, além do valor histórico como testemunha da vida religiosa, política e social da comunidade gabrielense, o valor arquitetônico. Prova disto é o ato de seu tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado – IPHAE, pela portaria 35/94, publicada no Diário Oficial do Estado em 28 de dezembro de 1994 e inscrita sob nº 80 no livro tombo. Ela esta em faze de restauração do prédio da Igreja e a construção de um tendo por finalidade abrigar o Museu da Cidade.

6º Batalhão de Engenharia de Combate

Quartel do 6º BE, situado na rua João Manuel. Foi construído em 1846 e suas instalações foram sede, em 1851, do 1º Regimento de Artilharia a cavalo, o “Boi de Botas”, que era comandado pelo, então, major Mallet, hoje Patrono da arma de Artilharia.

Sobrado

O Sobrado da esquina da Praça Dr. Fernando Abbott, formada pelas ruas Duque de Caxias e Dr. Francisco Leivas. Provavelmente construído em 1826, foi nele que Tomás Ferreira Vale hospedou o Imperador D. Pedro II quando este esteve em São Gabriel, no ano de 1846, para conhecer o povo gaúcho que, durante tantos anos havia lutado na Revolução Farroupilha. É tombado pelo IPHAN.

Theatro Harmonia

Theatro Harmonia, localizado na rua Bento Martins, ao lado da Praça Dr. Camilo Mércio. A Sociedade Harmonia Gabrielense foi constituída em novembro de 1874, para adquirir um terreno na Praça Imperial e nele edificar o Theatro Harmonia, um dos mais antigos do estado (ESTATUTO SOCIAL DA SOCIEDADE HARMONIA GABRIELENSE, 1874). O prédio foi remodelado e re-inaugurado em 10 de dezembro de 1929. É tombado por Lei Municipal. Hoje existe um projeto para restaurá-lo.

Residência do Marechal João Propício Menna Barreto

Barão de São Gabriel, situada na Praça Dr. Fernando Abbott, que a construiu em 1859, quando constituiu família. Durante a Revolução Farroupilha, lutou em vários combates no posto de Capitão da Guarda Nacional. Durante o ano de 1951, participou da invasão do Uruguai quando foi ocupada a cidade de Montevidéu e, daí, marchou contra o ditador argentino João Manoel Rosas. Promovido, a 02 de março de 1864, ao posto de Marechal de Campo, comandou o exército na invasão do Uruguai que culminou com a rendição dos uruguaios no dia 1º de janeiro de 1865. Em sua residência, em 1865, já acamado devido à tísica, recebeu a visita do Imperador D. Pedro II.

Residência da filha mais velha da Baronesa de São Gabriel

Situada na Praça Dr. Fernando Abbott. Construída pela Baronesa, em 1875, para ser a residência de sua filha mais velha, Maria da Glória, que se casou com o filho do Coronel José Tristão Pinto.

Loja Maçônica

A Loja Maçônica "Rocha Negra Nº 1", situada na Praça Dr. Fernando Abbott. Foi fundada, no dia 29 de junho de 1873, sendo seu primeiro venerável o Dr. Jonathas Abbott Filho, destacou-se pelo importante papel que desempenhou na campanha abolicionista, pois em setembro de 1884 não havia mais escravos no município. O prédio foi inaugurado em 1885 e abriga mobiliário desta época como a cadeira e o avental usados pelo Marechal Manuel Deodoro da Fonseca quando se iniciou na Maçonaria, durante o período que serviu em São Gabriel, e rica biblioteca.

A residência do Dr. Jonathas Abbott Filho

Médico militar baiano, está situada na esquina das ruas Barão do Cambaí e Jonathas Abbott. Construída em 1857, foi o local de nascimento do Dr. Fernando Abbott, filho do Dr. Jonathas Abbott Filho e, hoje, abriga o Instituto São Gabriel.

Igreja São José

Situada na Praça Dr. Camilo Mércio, cuja pedra fundamental foi lançada em janeiro de 1859, no terreno em frente da, então, Praça Imperial, sendo a obra concluída em 1862. O forro original de madeira permanece escondido pelo forro atual.

A residência de Luiz Gonçalves das Chagas

O Barão de Candiota, localizada na esquina da rua General Câmara com a rua Andrade Neves é um dos prédios mais antigos da cidade. Durante a guerra com o Paraguai, o Barão que já havia lutado nas forças farroupilhas, formou um esquadrão de combatentes custeando todo o material e montarias necessárias. Quando da passagem do Imperador D. Pedro II por São Gabriel, em direção a Uruguaiana, forneceu cavalos e pessoal para compor a escolta do Imperador. Recebeu o título de Barão em 28 de março de 1875.

Igreja Matriz

Localizada na praça Dr. Fernando Abbott, teve sua pedra fundamental lançada no dia 14 de março de 1863, pelo então General João Propício Menna Barreto, futuro Barão de São Gabriel, e, por Antonio Martins da Cruz Jobim, Barão de Cambai. Como, na época, a população da cidade estava em torno de cinco mil habitantes, a construção, com 50 metros de comprimento e 15 metros de largura, levou muitos anos para ser finalizada. Já em abril de 1892, embora inconclusa, a Igreja já era utilizada. Em 04 de setembro de 1908, chegou a São Gabriel e assumiu a direção da paróquia o Monsenhor Henrique Rech, que agilizou os trabalhos de conclusão da obra, sendo que a segunda torre foi terminada no dia 27 de julho de 1910. Foi inaugurada no dia 07 de dezembro de 1924.

Igreja Episcopal do Brasil

A Igreja Episcopal do Brasil, sede da Paróquia da Redenção está localizada na esquina da rua General Mallet com a Coronel Soares e possui uma torre em estilo gótico.

A residência da família Mallet

localizada na rua Barão de São Gabriel. O francês Jean Antoine Mallet, desembarcou no Brasil, em 1817, trazendo consigo seu filho de dezesseis anos, Emílio Luiz Mallet, futuro General e Barão de Itapevi, e pai do Marechal João Nepomuceno de Medeiros Mallet.

A residência do Coronel Francisco Hermenegildo da Silva

Situada na rua Duque de Caxias, foi construída em torno do ano 1910 e, hoje, abriga a Creche Palmira Vieira da Silva.

O prédio do Palácio Plácido de Castro

Sede do Poder Executivo, situado na rua Duque de Caxias, teve sua construção iniciada em 1917 e concluída em 1924, durante a administração do Coronel Francisco Hermenegildo da Silva que foi Intendente Municipal de 1917 a 1920, de 1922 a 1924 e de 1929 a 1930.

Cassino Gabrielense

O prédio que abrigou o Cassino Gabrielense, situado na esquina das ruas Coronel Soares e General Mallet, foi construído no início do século passado pelo Sr. Fredolin Lima para sua residência particular. O Cassino Gabrielense foi fundado em 20 de julho de 1914 e, em 12 de novembro de 1931, por unânime deliberação da assembléia geral, mudou sua denominação para Clube Comercial, ingressando, como membro fundador, na Federação dos Clubes Comerciais do Rio Grande do Sul.

Clube Comercial

O prédio do Clube Comercial, situado na praça Dr. Fernando Abbott, esquina das ruas Coronel Sezefredo e General Mallet, teve sua construção iniciada em 1936 e concluída em 24 de junho de 1938.

A residência da família do Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes

Situada na rua Mascarenhas de Moraes, foi onde nasceu, em 1883, o comandante da Força Expedicionária Brasileira na Itália, durante a 2ª Guerra Mundial.

A relojoaria do Sr. Ismael Meyer

Onde, por volta de 1882, trabalhou José Plácido de Castro, o “Libertador do Acre”, quando tinha cerca de 9 anos de idade.

A residência do Marechal Fábio Patrício de Azambuja

Situada na Praça Dr. Camilo Mércio, na esquina das ruas Bento Martins e Laurindo Lopes Nunes, onde, em 29 de setembro de 1955, faleceu este engenheiro militar que, durante a revolução federalista de 1893, por divergir do governo então existente no estado, tomou parte ao lado dos revolucionários, emigrando para o Uruguai ao final da luta. Após a anistia, regressou à S. Gabriel, dedicando-se à indústria de charque e, juntamente com o pai e irmãos, dirigiu a charqueada de Vacacaí, que haviam construído no ano de 1889, a primeira instalada no município. Retornando ao serviço ativo do exército, em São Paulo dirigiu o alistamento militar modernizando-o com algumas inovações e, durante o ano de 1921, no posto de coronel, assumiu a chefia do antigo Arsenal de Guerra de Porto Alegre, no qual realizou grandes reformas e instalou uma metalúrgica para confecção de objetos de metais, então carentes no exército. Ao passar para a reserva do Exército no posto de Marechal, regressou a S. Gabriel onde foi Provedor da Santa Casa de Caridade onde aumentou sua capacidade e regulamentou os serviços administrativos, melhorando suas atividades hospitalares. Foi diretor do Serviço de Obras da municipalidade construindo muitos trabalhos de arte em diversas ruas e estradas do município, como pontes e pontilhões. Mandou levantar o aterro da ponte do rio Vacacaí, terminando com as enchentes que inundavam aquele lado, interditando o trânsito.

A residência do Sr. Aparício Macedo

Localizada na Praça Dr. Fernando Abbott, de cuja sacada, em setembro de 1950, Getúlio Vargas, discursou aos gabrielenses.

Copyright © 2017-2020 - Cópia do conteúdo autorizada desde que citada a fonte.
Horário de Atendimento: Seg à Sex, das 08:00 às 14:00